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15 de setembro de 2014

The Office

I look outside trough the office window, many many cars
Time passing us by, with the background noise of clicks and coughs
On the people passing on the halls, nice skin, few are the scars
Uncomfortable are the shoes and awful the express coffees
               
Emails are annoying; no one seems to like them
When they are not bored, they are losing their minds
There must be a reason, everybody seems to smile to this fat men
Listening with a fake smile is something that the gear grinds

When you open the browser there is a set up page
With a beautiful afro American smiley family
Once in a while they can’t contain the frustrating rage
So they drink, snore, smoke and try to get laid

I remember my entry interview, hoping to do right
Trying to look smart, happy while watching the posture
Armed with such good lies, we both knew it was a fight
And no one could disagree; the waiting room is such a torture
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24 de março de 2014

Sea of hooks


I am the coral on the waves of life
Brought by time that for me is unknown
The only thing that I can remind
Has passed a long time ago

The waves shake me upside down
Against rocks and living creatures
Out of my sight, there is the moon
That moves the sea and shapes its features

Whenever I can, I try to stay put
Firm my life in a piece of land
But it seems that I will always get cut
And heal myself somewhere in the sand

Living in the water I´ve seen a lot
All kinds of fish, all kinds of hooks
All this games makes the plot
Of a surreal sea of crooks

On the past few weeks I have been counting
All the thousands teeth that passed trough
And surprising no smile I encountered

However, for sure the sea is still blue
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8 de junho de 2013

Os Poemas Perdidos de Oswaldo Falcatrua Parte II

Eis que Oswaldo era um poeta inquieto e facilmente respondia a impulsos. Como sofreu nosso poeta, teria também conseguido seus anos? Mentalmente era clara sua reconstrução, claro que venceu, mas poderia vencer a luta mais difícil, a luta das emoções? Teria alguém conseguido? No fim só restam dúvidas e um poema. Como sempre.  


Da Sabotagem - Um Poema Amargo

Quem me dera não errar
e pelos passados não ser assombrado
quem me dera da vida gozar
sem erros ou ser vingado

Quais dúvidas
ou paranóia
podem me salvar?
por que ser tão ferido
sem a ninguém machucar?

Porque o homem é só ego
e nisso pecou
e eu sempre me pego
dizendo que vou

E dessa vez eu vou embora
mas para um dia voltar
eu quero quebrar com o passado
ir onde deveria já estar

Em que ponto as coisas ficam irreversíveis?
Rogo para que não já
Quero minha cota de anos incríveis
Ir para um dia voltar


Havia junto ao poema, de escrita débil, um trecho de um outro poeta, talvez uma homenagem, justo é reproduzir:

Eu sou como o velho barco que guarda no seu bojo o eterno ruído do mar batendo 
No entanto como está longe o mar e como é dura a terra sob mim... 
Felizes são os pássaros que chegam mais cedo que eu à suprema fraqueza 
E que, voando, caem, pequenos e abençoados, nos parques onde a primavera é eterna. [...]

E o passado é como o último morto que é preciso esquecer para ter vida.

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2 de maio de 2013

11 de abril de 2013

Perdição

Sonhei obras para as quais não escrevi rascunhos,
Aguardando signicados que imaginava precisar,
Perdendo motivações que julgava não ansiar,
E na incerteza de segurar as mãos, cerrei meus punhos,

Duvidei, quando poderia ser,
Acreditei, quando não poderia ter,
Sentindo ser sempre menos que em meus sonhos,
Mas querendo ser muito mais que o realmente necessário,

Sofri mais que o devido,
Apenas por querer ainda mais paz,
Mais preocupado com o 'amor'
Do que com o 'amar',

E quando, por fim, achei tudo besteira,
E quis então apenas poder ser preto no branco,
De tanto rotular-me, julgar-me e corrigir-me,
Descobri...

Havia perdido minha cópia original...
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8 de agosto de 2012

As mãos da traição


O fogo era medido na palma de nossas mãos
abandonados no submundo
afogados na escuridão
Receio era refúgio
de profunda solidão
Mãos do amor
Mãos da traição

Distante, mas não o bastante
Alançando o mórbido desejo
Contra vontade encontra
contradição e desespero

Você pede uma mão
é lhe oferecido duas
ali é onde que se encontra
todo o perigo
pois estas mãos
são as mãos do inimigo comments

6 de agosto de 2012

Provavelmente só mais um


Por um suspiro
Eu vivo
Porém minha vida, meu sentido?
Isso está perdido 
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29 de julho de 2012

Sôfrego Pecaminoso


Sôfrego Pecaminoso
casto talo
sensível e maldoso
afaga-te e me calo

Vermelho aveludado
sólida construção
do azul-branco bordado

Fora enfeite moldado
para vil afazer
sentimento de apego sincero
liga de cobre
para se derreter

Gentil arrefecer dos arranjos
tremor resultante do frio
arraste-te para o lado
cálido gentil
Lavor primoroso
Galântico e vil
artefato de pura solenidade
Do corpo quente quando frio. comments