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14 de setembro de 2014

Destructive Perfectionism

Wait
Do you hear a voice inside your head?
Doesn't matter what you take
Beer, pills or love mistakes
Nothing will give you back
All the blood that you bled

Fly
Away, see the universe in a sec
Doesn't matter what you take
All the energy that you waste
This feeling crawling up your neck

Bash
Your head, right to the core
Seizure against the wall
Until you see the raw
Until you disintegrate once more

Think
Again
This feeling crawling up your neck
All the blood that you bled
Untill you see the vein





Was it all in vain?

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22 de março de 2014

Driver


the sun hides behind the clouds
there's no light over our heads
a moment of darkness and doubts
there's no life without regrets

nihilist friends dealing with meaningless
lighting joints and drinking beer
struggling against life's weariness
lighting torches with growing fear
quoting lebowski and laughing at stress

but inside the recently aged mind everything is a mess

insisting blindly on a dead-end road
having fun with hitchhiking girls in the way
wasted people waiting years to corrode
life's hurting like a punch in kidney and there's more to pay
wake up early tomorrowday

but inside the recently aged mind everything is chaos

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10 de fevereiro de 2014

Chegue vazio

chegue, mas chegue vazio
como lacuna a completar
sem se permitir julgar
apenas seguindo o fluxo do rio

é difícil render-se e ouvir
o que todos tem a dizer
imperativo só para satisfazer
armadilhas do ego sempre a induzir

surdez progressiva sem solução
cada certeza fere seus ouvidos
e a cada certeza ouvirás menos
anseio ou angustia por expressão em vão

monólogos ensaiados, disfarçados de prosa
sociedade de falsas elucubrações
todos querem falar
e falar

mas poucos estão vazios para ouvir

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8 de junho de 2013

Os Poemas Perdidos de Oswaldo Falcatrua Parte II

Eis que Oswaldo era um poeta inquieto e facilmente respondia a impulsos. Como sofreu nosso poeta, teria também conseguido seus anos? Mentalmente era clara sua reconstrução, claro que venceu, mas poderia vencer a luta mais difícil, a luta das emoções? Teria alguém conseguido? No fim só restam dúvidas e um poema. Como sempre.  


Da Sabotagem - Um Poema Amargo

Quem me dera não errar
e pelos passados não ser assombrado
quem me dera da vida gozar
sem erros ou ser vingado

Quais dúvidas
ou paranóia
podem me salvar?
por que ser tão ferido
sem a ninguém machucar?

Porque o homem é só ego
e nisso pecou
e eu sempre me pego
dizendo que vou

E dessa vez eu vou embora
mas para um dia voltar
eu quero quebrar com o passado
ir onde deveria já estar

Em que ponto as coisas ficam irreversíveis?
Rogo para que não já
Quero minha cota de anos incríveis
Ir para um dia voltar


Havia junto ao poema, de escrita débil, um trecho de um outro poeta, talvez uma homenagem, justo é reproduzir:

Eu sou como o velho barco que guarda no seu bojo o eterno ruído do mar batendo 
No entanto como está longe o mar e como é dura a terra sob mim... 
Felizes são os pássaros que chegam mais cedo que eu à suprema fraqueza 
E que, voando, caem, pequenos e abençoados, nos parques onde a primavera é eterna. [...]

E o passado é como o último morto que é preciso esquecer para ter vida.

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2 de novembro de 2012

Poesia Tímida

eu gosto é das mulheres discretas
daquelas sem muito barulho
que só argumentam estando corretas
e são quietas com muito orgulho

eu gosto é da timidez
mulheres de futilidades
deprimem - garanto a vocês
fazendo de clichês atrocidades

pra um homem o que importa não é alta voz
mas romance, sexo e poesia
que o amor não seja um algoz
e que exista esta guria

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14 de setembro de 2012

Macabrae

No desespero caótico do pânico,
Recebo e ressôo o riso sádico
Causado pela libertinagem
Dos versos e estrofes
Que insistem em serem escritos
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