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28 de dezembro de 2014

Ciclos e metamorfose





Como um cão negro que invadiu uma casa qualquer
De um homem solitário e cansado
Que considerava sua companhia melhor do que não sentir nada
Mas ele não era o seu dono
O focinho empurrou uma porta que estava entreaberta
Na esperança do homem de que algo entrasse e a indiferença da vida cessasse
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14 de outubro de 2013

Gaiola

Quatro cantos do mundo em quatro cantos não muito distantes. Ele, determinado (sempre), alerta e consciente do que queria. Barras de metal entrelaçadas, jazendo invisíveis - e isto dado pelo tempo de sua existência - não o perturbavam. Já o interior de seu mundo era seu cubo mágico. Um ábaco onde calculava a probabilidade de suas felicidades. Companheiros vinham e iam, passando por seu olhar calculista. Julgava estar, no entanto, em melhor situação que aqueles. Não por ser arrogante, não o era, mesmo que assim transparecesse, mas apenas tinha confiança em suas constatações e ideias.

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