Uma discussão que está sempre em pauta na sociedade é a ocorrência de certos fatos inexplicáveis, sejam eles favoráveis ou não, nós não devemos negar a existência dos mesmos. Contudo cada pessoa tem uma crença e "estuda" tais acontecimentos da sua própria maneira. Aqui não pretendemos julgar se tal método é melhor ou se fulano conhece mais do mundo do que ciclano, apenas apresentar situações normais da vida e instigar o pensámento crítico próprio. Sem mais delongas, vamos acompanhar nossa história.
Certo rapaz, estudante, mas não daqueles que você viu na mídia ultimamente; esse é esforçado, batalhou para estar na USP e dá muito valor ao que ele conquistou até hoje. Aí é que entramos um pouco na nossa discussão - sobre a qual os instigarei no decorrer do texto. Ainda que ele seja um exemplo de pessoa honesta e, possivelmente, no futuro um bom representante não só da nação, mas também do mundo, algo que o abalou fortemente ocorreu com ele, algo que o prejudicou enormemente na hora que ele mais precisava, injusto, ele não merecia aquilo - mas espere meu caro amigo! Injusto? Não merecia? O que é merecimento? Sobre quais parâmetros podemos tirar nossas conclusões? O julgamento entre justo e injusto vem de onde? Da religião? Dos documentos herdados de civilizações antigas? Ou cada um já nasce com isso na cabeça? O Maluf roubou muito e é procurado pela Interpol, mas ele fez muitas obras na sua cidade! Acredito que o seu critério de justo e injusto seja bem diferente do dele!!
Querendo ou não lá estava nosso protagonista, desolado sem saber o que fazer, quando começa a pedir ajuda para estranhos, entretanto, para eles, de nada valem todas as virtudes supracitadas possuídas pelo nosso herói, logo lá está ele de novo, a mercê de novos julgamentos de merecimento de alguma valiosa informação. Apesar de tudo isso rodeando a sua mente, ele segue cegamente as dicas enviadas a ele, estas vindas de inúmeras fontes desconhecidas. Mas ele não tinha mais escolha;não seria justo consigo mesmo entregar-se assim, de mão beijada.
Nosso caro amigo se armou e foi buscar os seus direitos - Direitos? Quais? Garantidos por Lei? NÃO, seu problema não era judicial! Direitos que ele acredita merecer? Ou buscar justiça com seus próprios meios?
Entretanto ele não estava sozinho, tinha um grande companheiro ao seu lado, daqueles que merecem - olha ela aí de novo! - gratidão eterna, os verdadeiros amigos! Parecia uma missão complicada, o caminho era tortuoso e as chances eram pequenas, mas nosso benfeitor precisava encontrar aquele que era a fonte de toda a sua tristeza.
Após muitas buscas, como você já pode imaginar, ele não foi encontrado. Mas quando nossa dupla estava prestes a desistir, eis que surge um - aqui podemos mexer um pouco com seus valores :
- Anjo da Guarda?
- Pessoa qualquer que estava por ali?
- Uma coincidência?
- Destino? Mas comandado por quem?
- Poder e força de vontade?
Não importa, o que importa é que apareceu uma senhora que, mal sabiam eles seria a peça chave do quebra-cabeças. Mas a ajuda dela não era tão relevante e além de tudo, o caminho oferecido ainda era oculto aos nossos heróis. Seria ela merecedora de tanta confiança em tão pouco tempo? Novamente pairou no ar aquele sentimento angustiante que se sente quando não se tem mais nada a perder.
Seguir a senhora pareceu uma ótima ideia. E realmente acabou sendo, pois foi no julgamento de nossos amigos que estava o seu sucesso - mas esse sucesso veio de onde? Enviado por Deus? Mero acaso? Pegadinha do Destino? Será que eles obteriam o mesmo sucesso caso tivessem optado por outros caminhos? Um caminho ilegal talvez?
O que acontece agora é que seguindo a estranha senhora eles cruzam justamente com aquele que procuravam. Nosso protagonista treme e está pálido, lógico! Aquela era a razão que o havia deixado tantas noites em claro, mas seu companheiro estava lá, firme ao seu lado para qualquer desventura! É isso meus amigos, é o fim de uma saga, o confronto final, era ou a vitória sobre seus medos ou perecer para sempre.
E o nosso herói trinfou! Usando toda sua sabedoria, foi mais forte que seu adversário e conseguiu derrotá-lo. A justiça foi feita! Nosso amigo é merecedor de muita festa, finalmente... porém a sua justiça foi feita, imposta, pois ele a considerou correta, mas quem está certo nessa história? Podemos dizer que para tudo na vida sempre há um vencedor e um perdedor? Um beneficiado e um prejudicado? Ou somos apenas fantoches do Destino? Sujeitos à vontade de uma entidade superior? Se cada um de nós faz suas próprias regras, como podemos garantir a ordem e a verdade? E como podemos caracterizar essas duas últimas? Elas nos foram impostas ou pudemos desenvolver o nosso próprio raciocínio cítico individual?